Mario Frias critica filme “Ainda Estou Aqui” e o acusa de “manipulação psicológica”
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) fez duras críticas ao filme brasileiro Ainda Estou Aqui, que recentemente recebeu três indicações ao Oscar. Em publicação no X (antigo Twitter) no dia 25 de janeiro, o ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro classificou a produção como “desinformação comunista” e afirmou que o longa está “destruindo a cultura nacional” ao invés de enriquecê-la.
“Quando você transforma uma peça de propaganda e desinformação comunista em arte, você não está enriquecendo a cultura nacional, está destruindo ela. Aquilo ali é a antítese da arte, é mera técnica de manipulação psicológica”, escreveu Frias.
O filme, dirigido por Walter Salles, foi indicado a três categorias na 97ª edição do Oscar: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres. A obra é uma adaptação do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva e retrata a história real da família Paiva durante a ditadura militar no Brasil. A trama acompanha Eunice (Fernanda Torres), que passa décadas em busca de respostas sobre o paradeiro de seu marido, Rubens Paiva (Selton Mello), desaparecido após ser levado por militares.
A indicação do filme foi celebrada pelo governo federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou ter “orgulho” do reconhecimento internacional da produção. A página oficial do Governo no X também comemorou: “Nosso cinema está entre os melhores do mundo!”. Já a ministra da Cultura, Margareth Menezes, chamou as indicações de “um presente para o Brasil” e parabenizou toda a equipe envolvida.
A polêmica gerada pelas declarações de Mario Frias reflete o embate político sobre a forma como o período da ditadura militar é retratado no cinema nacional. Enquanto o governo celebra o reconhecimento da obra, setores mais alinhados à direita criticam sua abordagem histórica.
Mario Frias critica filme “Ainda Estou Aqui” e o acusa de “manipulação psicológica”